Mais de 1,5 mil famílias da Região Noroeste de Goiânia passarão ano novo em casa escritura pelo Governo de Goiás


Pouco depois de receber neste sábado (28/12) a escritura de sua casa no bairro Vitória, Região Noroeste de Goiânia, a merendeira Aparecida Maria de Araújo Rocha, de 45 anos, parou em frente ao espaço de atendimento montando pela Agência Goiana de Habitação (Agehab), na Feira do bairro São Domingos, para chorar. Ela ficou emocionada ao receber a escritura da casa que teve tantas dificuldades para construir. “Apesar de tudo, graças a Deus, estou agora com a escritura nas mãos. Hoje eu estou rica!”, disse em lágrimas, lamentado o fato de o marido, falecido há seis anos, não ter podido curtir ele também a sensação.

Como a de Aparecida, outras mais de 1,5 mil famílias dos bairros Vitória (663 famílias), Floresta (252) e Boa Vista (634) receberam neste sábado as escrituras de suas casas do Governo de Goiás, por meio da Agehab, que executa o programa Casa Legal – Sua Escritura não Mão. Nos dias finais de 2013, elas entraram para um grupo que a partir de agora somam mais de 5 mil famílias contempladas com as escrituras somente na região Noroeste de Goiânia. A soma representa mais de um terço das famílias atendidas nesta área da capital, que concentra boa parte dos 87 bairros (são 13 na região) de 50 municípios goianos que passam neste momento por regularização fundiária. No total a Agehab está regularizando mais de 40 mil domicílios em todo o Estado.

No evento deste sábado, que contou com a presença de autoridades, entre elas o governador Marconi Perillo e o presidente da Agehab, Marcos Abrão Roriz, a maior parte das famílias receberam seus documentos gratuitamente depois de uma espera de 20 anos. Esta foi a terceira entrega deste ano promovida pelo Governo de Goiás com o programa criado em 2011 para enfrentar a falta de regularização em áreas de domínio do Estado. O falar sobre a entrega de escritura às famílias, o governador Marconi Perillo destacou: “Imagine receber a escritura, chegar em casa e dizer ‘a partir de hoje ninguém me tira desta casa, porque ela é minha’. Essa é a alegria que temos ao realizar este trabalho”.

De acordo com o presidente da Agehab, Marcos Abrão, o trabalho resgata uma dívida histórica com a população da Região Noroeste de Goiânia. “No início do trabalho da Agehab, esbarramos na desconfiança de muitos moradores e lideranças comunitárias. Agora, a maior parte já percebeu que o trabalho é sério e já rendeu muitos frutos”, salientou. Segundo ele o trabalho só não avançou mais, porque o processo ainda aguarda a emissão de decretos municipais, que precisa reconhecer os bairros como loteamentos urbanos, para que as escrituras sejam emitidas. “Ainda aguardamos da Prefeitura a publicação dos decretos do Jardim Curitiba I, II, III e IV e do Jardim Primavera. Assim que isso ocorrer a Agehab cumprirá seu trabalho na região”, explicou.

Só alegrias

 Quem já recebeu sua escritura só tem alegrias. “Ter isso aqui nas mãos é bom demais”, disse, exaltando de alegria e mostrando sua escritura a dona de casa Ana Maria da Conceição Silva, 69 anos, moradora do bairro Floresta. Ao se lembrar das dificuldades que passou quando chegou na região, há duas décadas, ela também se emociona. “Quando cheguei aqui não tinha nem água, nem luz na casinha de tábua que eu e meu marido mesmo levantamos”, recorda. Olhando para trás ela diz que hoje tudo valeu a pena. “Essa casa agora é minha!”

 Para a empregada doméstica Cristina Aparecida Vinhal, de 42 anos, não poderia existir um período do ano mais propício para receber sua escritura. Ela diz que vai entrar o ano novo com o sentimento novo de ser a proprietária de sua casa no bairro Boa Vista. “Ano novo, vida nova e casa nova também. Agora que estou com a escritura na mão vou poder financiar no banco os materiais de construção para reforma da casa que eu construí, 20 anos atrás, e de onde eu nunca mais quero sair”, planeja.

 Objetivos semelhantes tem o casal de aposentados Dalton Antônio da Silva, 66 anos, e Glória Maria Silva, 59. “É muito alegria. Antes de hoje a gente não era dono de verdade da nossa casa”, diz a senhora, que também chegou no bairro Vitória com o marido há 20 anos, desde o início. “Sofremos muito. Sem a escritura não tinha como ir no banco para conseguir um empréstimo e melhorar as condições da nossa casa. A primeira pergunta que faziam pra gente é se a gente tem a escritura. Agora isso vai mudar”, entusiasmou-se Dalton, antes de colocar suas escritura debaixo do braço e sair feliz com a certeza de que o imóvel agora é seu de verdade.

Governo na palma da mão

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