Mais de 500 participantes no primeiro dia do Fórum de Habitação com foco no Casa Verde e Amarela

 

Com palestra do secretário Nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Alfredo Santos, que detalhou o programa Casa Verde e Amarela, e participação de mais de 500 gestores públicos de Estados e municípios começou ontem (7/10) o 67º Fórum Nacional de Habitação de Interesse Social, que pela primeira vez em quase sete décadas é realizado virtualmente, com vários webinars. A abertura foi comandada pelos presidentes do Fórum Nacional de Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano (FNSDU), Flávio Amary, e da Associação Brasileira de Cohabs e Agentes Públicos de Habitação (ABC), Maria do Carmo Avesani. São mais de 1,4 mil inscritos para os três dias de Fórum, que termina na sexta-feira, com painéis e debates sobre os principais temas que envolvem as políticas públicas de habitação de interesse social no País.

Dentre os palestrantes, o superintendente nacional de habitação da Caixa, Rodrigo Wermiling, que traçou um panorama da contratação habitacional em 2020-21, destacando que são 5,5 milhões de contratos, dos quais 4,21 milhões de contratos com recursos do FGTS, totalizando uma carteira de R$ 302,2 bilhões. O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, falou sobre o aquecimento do setor e os aprendizados com a pandemia, que realçaram a importância da casa como geradora de emprego e renda. 

O secretário nacional de habitação, Alfredo Santos, destacou os principais pontos do programa Casa Verde e Amarela, os desafios e os objetivos do programa, conclamando atuação conjunta com Estados e municípios na implementação da nova política nacional de habitação. Ele lembrou que a habitação de interesse social é responsável por 83% dos lançamentos de empreendimentos habitacionais de 75% nas vendas, com imóveis que variam de R$ 122 mil a R$ 183 mil, englobando as faixas 1.5, 2 e 3 de renda. O secretário frisou que a prioridade do Ministério do Desenvolvimento Regional é a continuidade das obras e a retomada das que estão paralisadas. O novo programa destina-se principalmente às famílias que arcam com ônus excessivo de aluguel e têm capacidade de financiamento, principalmente com a redução de juros instituída pelo Casa Verde e Amarela. Regularização fundiária urbana e melhoria habitacional, com parceria pública e privada, é uma das novidades do novo programa elogiadas no primeiro dia do Fórum. Amanhã, a partir das 10 horas, na mesa de discussão os recursos para habitação e emendas parlamentares.

Governo na palma da mão

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