Entidades apontam ciência e tecnologia para superação de problemas econômicos, durante abertura do Fórum do Confap

Solenidade de abertura do Fórum Nacional do Confap, em Campo Grande (MS). Foto: Núbia Rodrigues / Ascom Fapeg.

Com ênfase na utilização do conhecimento científico, tecnológico e de inovação para a melhoria do cenário econômico, presidentes das Fundações de Amparo à Pesquisa de todo o Brasil se reúnem nesta terça e quarta-feira, dias 08 e 09 de novembro, na última reunião do fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), deste ano. O fórum é realizado em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e promovido pela Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

Além dos presidentes, a cerimônia de abertura, realizada na manhã desta terça, no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo, contou ainda com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, do presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Mário Neto Borges, e autoridades ligadas ao setor de ciência e tecnologia. O presidente do Confap, Sergio Gargioni, e a vice-presidente, Maria Zaira Turchi, que também preside a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), participaram da solenidade.

Gargioni enfatizou, durante seu discurso, a necessidade de articulação em torno da geração de emprego e renda por meio do investimento em ciência, tecnologia e inovação. Ele citou o caso de Santa Catarina, onde também é presidente da Fundação do Estado – Fapesc, no qual novos empregos têm sido criados por meio do investimento em empresas com potencial tecnológico, caso das startups. “O Brasil tem uma saída para este período crítico econômico que é transformar conhecimento em negócios”, declarou. O presidente do Confap ressaltou ainda que mesmo indústrias tradicionais precisam de tecnologia para se manterem competitivas.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, também contribui para reforçar o argumento. Ele declarou que os exemplos que a ciência, tecnologia e inovação têm dado a inúmeros setores contribuem para gerar oportunidades e superar crises, até mesmo no setor público. “Precisamos urgentemente dar respostas à sociedade e são setores que a ciência e a tecnologia estão contribuíndo e podem contribuir mais. Muitos enxergam o setor como gasto, mas temos que ver como investimento”, pontuou.

O novo presidente do CNPq, que já presidiu o Confap anos atrás, Mario Neto Borges, deu um exemplo claro ao enfatizar a vocação da agropecuária, forte em Mato Grosso do Sul, que por meio do trabalho articulado entre a Embrapa e as universidades, por exemplo, contribuiu para que o Brasil passasse de consumidor para exportador de alimentos. “A ciência e a tecnologia são o caminho para o desenvolvimento do Brasil. É importante valorizar essa postura do desenvolvimento com base em pesquisa”, declarou.

Durante sua apresentação, o presidente do CNPq também salientou a importância da articulação das parcerias em níveis nacional e estadual. “Junto ao CNPq, o Confap é o ponto mais importante para o desenvolvimento das parcerias com os Estados e, por outro lado, as agências como Capes e Finep atuam a nível nacional. Todos atuam de forma articulada, para transformar esse conhecimento em riqueza e prosperidade e a ideia é agregar cada vez mais parceiros, tanto do Governo Federal, dos fundos internacionais e das empresas, para obter recursos e investir nessa produção”, afirmou.

Mario Neto destacou, ainda, que na quinta-feira, dia 10, estará junto a diversas organizações ligadas ao setor de ciência e tecnologia, incluindo o Confap, em Brasília, para junto ao presidente da República, Michel Temer, anunciar o resultado da seleção dos 101 novos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) do País.

Assessoria de Comunicação Social da Fapeg.

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