Fapeg fomenta Centro Avançado de Diagnóstico do câncer de mama em Goiás

Médico da equipe de oncologia da UFG, Augusto Ribeiro Gabriel; diretora da Fapeg, Sandra Gabriel; presidente da Fapeg, Zaira Turchi; diretor científico da Fapeg, Albenones Mesquita; e coordenadores do Cora, Cora Rosemar Rahal e Ruffo de Freitas Júnior, durante inauguração do Cora/UFG. Foto: Núbia Rodrigues / Ascom Fapeg.

A Universidade Federal de Goiás (UFG) inaugurou na última quarta-feira, dia 28 de setembro, o Centro Avançado de Diagnóstico da Mama – Cora, unidade do Hospital das Clínicas. O Centro é o primeiro local no Centro-Oeste a oferecer o exame de biópsia da mama por meio do aparelho de mamotomia a pacientes usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS). A consolidação do Centro foi realizada numa parceria da UFG com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Instituto Avon, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), Ministérios Públicos de Goiás e do Trabalho, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e ONG Companheiro das Américas. No total, foram investidos R$ 8 milhões, dos quais R$ 2,150 milhões são provenientes da Fapeg para compra de equipamentos de alta tecnologia e bolsas para pesquisadores.

De acordo com a coordenadora de Ações de Rastreamento do Cora e professora da Faculdade de Medicina da UFG, Rosemar Rahal, a ideia de se construir um centro avançado surgiu ainda em 2010, após uma visita da equipe de Mastologia do Hospital das Clínicas ao Hospital do Câncer de Barretos (SP), que possui um mamótono – equipamento de alta tecnologia utilizado para o diagnóstico precoce do câncer de mama. O projeto do Centro foi, então, elaborado e apresentado à Fapeg, em 2013, quando começou a ser construída a cooperação entre as instituições para viabilização do Cora.

Para o coordenador do Programa de Mastologia do Hospital das Clínicas e do Cora, Ruffo de Freitas Júnior, o Centro o objetivo maior do Centro é ajudar a reduzir o índice de mortalidade de mulheres por câncer de mama em Goiás, atendendo a todo o Estado e até pessoas de outros estado. Segundo o professor Ruffo, a expectativa é dobrar o número de mulheres atendidas no serviço, que hoje é de nove mil por ano, uma vez que o mamótomo proporcionará uma série de vantagens para o rastreamento do câncer de mama. Ele permite o diagnóstico adequado para essas pacientes, reduzindo o tempo na fila de espera, a ansiedade das mulheres e a redução dos custos financeiros, já que o aparelho dispensa a necessidade de ir um centro cirúrgico para a realização da biópsia.

Prédio do Cora. Foto: Carlos Siqueira / Ascom UFG.

Segundo a presidente da Fapeg, Maria Zaira Turchi, que esteve presente no evento, o Cora é um centro de referência e excelência exatamente por ser criado como um centro de pesquisa científica. “O governo de Goiás, por meio da Fapeg, acredita que essa parceria deve, além de equipar o Centro com equipamentos de ponta, dar continuidade na melhoria do serviço de atendimento em saúde por meio da formação de recursos humanos altamente qualificados. O Cora reúne projetos de mestrado e doutorado que serão acolhidos ali, além de outros já fomentados pela Fapeg, que vão contribuir para salvar vidas por meio da pesquisa aliada à extensão. E essa formação certamente continuará recebendo a atenção da Fundação para receber fomento em nossos diversos editais”, ressaltou.

Representantes de entidades parceiras também conheceram o Cora e seus equipamentos. Foto: Carlos Siqueira / Ascom UFG.

Prevenção e atenção
O diretor executivo do Instituto Avon, que é parceiro do Hospital das Clínicas há seis anos, Lírio Cipriani, lembrou a atuação do instituto na conscientização das mulheres sobre o diagnóstico precoce. Ele fez uma homenagem especial às revendedoras da marca, que somam 1,5 milhões de mulheres, na pessoa da representante Maria da Guarda Ferreira, que descobriu um câncer de mama por meio de um panfleto informativo da instituição sobre a doença. “As revendedoras contribuem para as nossas causas, pois parte do dinheiro arrecadado com as vendas de produtos são redirecionados para os projetos do Instituto”, frisou. Também foi homenageada pela equipe de pesquisadores a modelo e atriz Luiza Brunet, embaixadora do Instituto Avon e porta-voz do diagnóstico e ações de prevenção à saúde da mulher.

Ainda durante a cerimônia, o presidente da Ebserh, Kléber Melo Moraes convidou o diretor executivo do Instituto Avon, Lírio Cirpriani a estendê-lo a outros hospitais universitários da rede Ebserh e disse que este é um exemplo a ser seguido por outros hospitais da rede. Na ocasião, ele anunciou o repasse de R$ 1,6 milhão de reais, provenientes do Programa de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF), que será destinado à aquisição de material de consumo, medicamento médico-hospitalar e laboratório. “Esse é um hospital vivo, que todos os dias atende as demandas dos usuários do SUS, e também um cenário de prática para a formação de nossos filhos e netos, por isso o que importa para a Ebserh é a qualidade do atendimento na ponta”, destacou.

Representando o reitor da UFG, Orlando Afonso Valle do Amaral, o vice-reitor Manoel Rodrigues Chaves, afirmou que o Cora é fruto do trabalho da Universidade, que tem o papel de contribuir para uma sociedade melhor. “Estamos aqui contemplando a possibilidade de ofertar um serviço às mulheres que estão à margem da sociedade, este é o papel da universidade pública”, salientou.

Investimentos e infraestrutura
O edifício possui uma estrutura física de 1.709,11 m², divididos em três andares, cujo projeto contemplou 15 consultórios, salas para os exames de ultrassonografia, mamografia e mamotomia, além de salas para pesquisas clínicas e auditório com capacidade para 70 pessoas. A unidade também oferece duas amplas recepções, uma sacada e um espaço de convivência para as pacientes. O Cora também terá a segunda sala sensorial do Brasil para a realização do exame de mamografia. “Durante o exame, a mulher poderá ouvir o som do mar ou do campo e ver imagens do local que ela escolher. Isso trará mais tranquilidade para ela, reduzindo o desconforto do exame”, salientou Ruffo de Freitas, coordenador da unidade.

Alta tecnologia presente nos equipamentos do Cora. Foto: Carlos Siqueira / Ascom UFG.

No total, foram investidos R$ 8 milhões na construção do Cora provenientes de parcerias público-privadas da UFG com poderes públicos, entidades civis e uma ONG. O Instituto Avon destinou R$ 2,512 milhões; a Fapeg R$ 2,150 milhões; a UFG, R$ 2 milhões; o Ebserh viabilizou R$ 614.767; o Ministério Público do Trabalho, R$ 420 mil; o Ministério Público de Goiás, comarca de Itaberaí, viabilizou cerca de R$ 70 mil; e a ONG Companheiro das Américas entregou um cheque simbólico no valor de 50 mil dólares, destinado à aquisição de um software de digitalização de imagens, que será utilizado para a impressão das imagens de exames de ultrassonografia, mamografia e mamotomia.

Assessoria de Comunicação Social da Fapeg, com informações da Ascom UFG.

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