Fapeg recebe pesquisadores da UFG e da Universidade de Nottingham contemplados em chamada para pesquisa conjunta em saúde

Diretoria da Fapeg recebeu grupo de pesquisadores da UFG e da Universidade de Nottingham que desenvolve projeto financiado pela Fundação em parceria com o Fundo Newton. Foto: Ascom Fapeg.

Parte da equipe de pesquisadores brasileiros, coordenada pela professora Célia Maria de Almeida Soares, da Universidade Federal de Goiás (UFG), visitou a sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), na última quarta-feira, dia 18. Eles estavam acompanhados do professor Matthias Brock, da Universidade de Nottingham, com quem desenvolvem o projeto “Metabolic adaptation and nutriente acquisition of Paracoccidioides spp.during host interactions: search for targets and new therapeutic approaches”, contemplado, em Goiás, na Chamada Pública Neglected Infectious Diseases Partnership – Fundo Newton – MRC/ CNPQ/ CONFAP, lançada em 2015. Eles foram recebidos pela presidente da Fundação, professora Maria Zaira Turchi.

A coordenadora do projeto do lado brasileiro, professora Célia Maria de Almeida Soares, ressaltou o desenvolvimento da pesquisa, que já transcorre há um ano. O objetivo, segundo ela, para os próximos passos, é fazer uma série de experimentos, visando inclusive o teste e o desenvolvimento de novas drogas antifúngicas. “Tivemos uma reunião de trabalho, nesta semana, com o professor Matthias, na qual foram apresentados os resultados parciais. Acredito que, no próximo ano, já teremos boas respostas e novas publicações sobre o projeto”, ressaltou.

O professor Matthias Brock, da Universidade de Nottingham, em sua primeira visita ao Brasil já dentro do escopo de atividades do projeto, aproveitou a passagem para conhecer mais sobre a Fapeg e classificou o fomento como essencial para o desenvolvimento da pesquisa. “Eu já desenvolvia minha pesquisa no Reino Unido, especificamente sobre algumas técnicas que não eram aplicadas no Brasil. Por outro lado, aqui no Brasil, meus colegas trabalhavam com fungos que são endêmicos da região. E neste caso, a parceria entre a Fapeg e o Fundo Newton foi essencial para que a pesquisa acontecesse e nos colocasse para trabalhar conjuntamente”, enfatizou.

Conforme destacou a presidente da Fapeg, Maria Zaira Turchi, editais como esse possibilitam que as propostas aprovadas sejam desenvolvidas de modo conjunto. “Isso é de uma importância enorme, pois amplia as colaborações em rede, sobretudo em âmbito internacional. O que o Governo de Goiás, por meio da Fapeg, tem feito é dar oportunidades para que grupos de pesquisas qualificados dentro do Estado possam ficar em contato com grupos igualmente importantes no exterior, nesse processo de internacionalização da pesquisa científica, tecnológica e de inovação. Esse movimento permite que estes pesquisadores trabalhem de modo conjunto para encontrar respostas e resultados para desafios que são globais”, argumentou.

O grupo também participa, nos próximos dias, de um congresso na área de microbiologia, em Foz do Iguaçu (PR), ocasião que consideram de fundamental importância para o estabelecimento de contatos e abertura de novas parcerias. Matthias reforçou que, para iniciar esse diálogo, a participação nesses congressos é de extrema importância. Segundo a presidente da Fapeg, Zaira Turchi, essa premissa reforça o papel da Fapeg em também apoiar a participação de pesquisadores de instituições sediadas em Goiás em eventos de outros estados e países. “Essas atividades de participação em congressos internacionais que a Fapeg vem apoiando regularmente, desde 2012, tem dado essa oportunidade de colocar esses pesquisadores em contato para descobrirem afinidades de trabalho e possibilidades de construção de projetos colaborativos. Então, para nós, essa constatação é muito importante”, relatou.

Fizeram parte da comitiva, também, além da professora Célia e do professor Matthias, os pesquisadores da UFG, Maristela Pereira, Clayton Luiz Borges, Juliana Alves Parente Rocha e Silvia Maria Salem Izacc. Além da presidente da Fapeg, Zaira Turchi, o diretor Científico, Albenones José de Mesquita, e de Gestão e Planejamento, Sandra Cristine do Espírito Santo Gabriel, também recepcionaram os visitantes.

O projeto
O projeto trata de um tipo de micose sistêmica presente em toda a América Latina, geralmente de caráter crônico, e busca realizar a análise funcional das enzimas envolvidas no processo de desenvolvimento do parasita, analisando possíveis inibidores do seu ciclo. Assumindo que 10 milhões de pessoas na América Latina, especialmente no Brasil, apresentam infecção latente com Paracoccidioides spp., um surto da doença iria sobrecarregar os custos disponíveis no sistema de saúde, atualmente dependente de terapias longas e de custo elevado. Assim, uma melhor compreensão da doença poderia auxiliar no diagnóstico e no desenvolvimento de novos tratamentos, desonerando o sistema de saúde, ampliando possibilidades para a indústria farmacêutica, bem como melhorando os quadros nas populações de risco atingidas.

Assessoria de Comunicação Social da Fapeg

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