Fapeg repassa recursos para incubadoras e Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs)

Representantes de instituições contempladas nos editais de fomento a NITs e Incubadoras estiveram na Fapeg para receber o recurso. Foto: Ascom Fapeg.

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) realizou na manhã desta quinta-feira, dia 22 de dezembro, o repasse do recurso das chamadas 06/2015 e 07/2015, de apoio às incubadoras de empresas de base tecnológica e de estruturação e manutenção de Núcleos de Inovação Tecnológicas (NITs) – respectivamente – lançadas no ano passado dentro das primeiras ações do Programa Estadual de Inovação e Tecnologia (Inova Goiás). A presidente da Fundação, Maria Zaira Turchi, recebeu representantes das universidades e instituições de Ensino Superior, responsáveis por essas ações e fez a entrega dos cartões com o fomento. Estavam presentes, ainda, o diretor Científico da Fapeg, Albenones José de Mesquita, o diretor Técnico, Antônio Newton Borges, e o chefe de gabinete da Fundação, Rodrigo Zani.

No total, foram destinados aos dois editais cerca de R$ 1,2 milhão para ações estruturantes, além das bolsas a pesquisadores. Os projetos contemplam o desenvolvimento, fortalecimento e expansão de NITs e Incubadoras nas cidades de Goiânia, Anápolis, Itumbiara, Jataí, Catalão e Santo Antônio de Goiás. Cada projeto contemplado recebeu até R$ 60 mil para o desenvolvimento de suas ações.

De acordo com a presidente da Fapeg, Zaira Turchi, a disponibilização dos recursos foi garantida pelo governo de Goiás, apesar do período difícil que o País vive, especialmente com o corte de recursos na Ciência e na Tecnologia. “O governo de Goiás e a Fapeg entendem que as pesquisas têm seu tempo de realização e não podem parar. Precisam de recursos e o papel da Fapeg é dar condições para que esses projetos se desenvolvam”, ressaltou.

Instituições reconheceram importância do recurso e do papel da Fundação no apoio às atividades. Foto: Ascom Fapeg.

Reconhecimento
O professor Cândido Borges, da Universidade Federal de Goiás (UFG), ressaltou o papel da Fundação não apenas pelo caráter de investir na estruturação dos NITs e das Incubadoras, mas ainda no apoio às pesquisas que são fomentadas pela entidade e que são subsídio para o funcionamento dos centros de excelência. “O NIT faz a transferência da tecnologia, mas faz com base em pesquisa científica e tecnológica”, exemplificou. Complementando seu raciocínio, Emília Pires, também da UFG, do Centro de Empreendedorismo e Incubação (CEI), ressaltou a questão dos eventos que dão suporte às atividades das incubadoras. “Esse apoio chega não só à estrutura, mas vai além para a manutenção das atividades, como a realização de eventos, prevista em outro edital”, reforçou.

Representando a Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Ricardo Rezende salientou a força da Fapeg em manter seus compromissos diante de um cenário de dificuldades, como o que hoje é registrado no País. “Vemos os estados com grandes restrições orçamentárias e é muito bom ver a Fapeg demonstrando sua força em honrar seus compromissos”, afirmou. Nesse sentido, o professor Wesley Pacheco, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), trouxe exemplos de resultados desse investimento. “É evidente para nós como a presença do NIT fez crescer a quantidade de pesquisadores, de núcleos de pesquisa”, afirmou.

Presente na reunião, Juliana Del Fiaco, da UniEVANGÉLICA, enfatizou a importância do recurso para a estruturação dos núcleos na instituição. “Recentemente a professora Zaira esteve conosco na inauguração do Centro de Inovação, Empreendedorismo e Tecnologia, o UniCIETEC. E muito do que somos hoje é por causa dos recursos da Fapeg e do Estado”. Também da UniEVANGÉLICA, Ana Paula Duarte reforçou a necessidade da continuidade das ações. “Nesse ponto, a realização dos eventos é importante pra gente sensibilizar o município, sensibilizar a comunidade do trabalho que estamos fazendo”, finalizou.

NITs e Incubadoras
Os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) são órgãos previstos na lei 10.973 (Lei de Inovação Tecnológica). São estruturas ligadas a Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs) que têm como função o apoio aos pesquisadores na proteção dos resultados de suas pesquisas (patentes de invenção e de modelo de utilidade, registro de programas de computador, desenho industrial, marcas, etc.), no zelo do cumprimento das políticas de inovação tecnológica da instituição, na interação com o setor público e privado e na prospecção de parceiros para transferência de tecnologia.

As incubadoras são ambientes planejados para abrigar o desenvolvimento de novas empresas, oferecendo serviços assistenciais, suporte e condições de sobrevivência para que o empreendimento tenha mais chances de ser bem sucedido. No caso das empresas de base tecnológica, os empreendedores têm a oportunidade de acesso a universidades e instituições de Pesquisa e Desenvolvimento, que permitem o acesso a laboratórios e equipamentos que exigiriam investimento elevado, reduzindo custos e riscos no processo de inovação.

Assessoria de Comunicação Social da Fapeg.

Governo na palma da mão

Pular para o conteúdo