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Live discute bacharelado em IA e centro de excelência em Inteligência Artificial na Campus Party

marcos e anderson campus party“Estamos vivendo a nova revolução industrial e Goiás não pode entrar atrasado”. Esta afirmação é do professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e coordenador do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia), Anderson da Silva Soares, que juntamente com o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Robson Vieira, participou na última sexta-feira (10), no Palco Goiás da Campus Party, das programações elaboradas pela Fapeg para o evento. “Nerd empreendedor: Bacharelado em Inteligência Artificial na Universidade Federal de Goiás (UFG) e o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia)” foi o tema da talk.

Os palestrantes discutiram sobre as mudanças na história da formação universitária e o papel do novo bacharelado em Inteligência Artificial no conceito de Universidade Empreendedora. Neste ano, a UFG deu início às aulas da primeira turma de graduação em IA do Brasil, com alunos selecionados pelo Sisu como parte do processo de criação de uma política nacional de IA e formação de talentos. Neste contexto, o professor Anderson ressaltou que a nova graduação visa acima de tudo formar o profissional da área tecnológica, empreendedor. “Não vamos nos prender apenas nas questões de conteúdo tradicionais e técnicos. A gente precisa formar o aluno para que lá no final tenha a chamada soft skills, a capacidade de liderança, de negociação de desenvolver negócios, a partir inteligência artificial. Então, a proposta do curso de fato é essa formação tecnológica empreendedora”. Na live, discutiram ainda, como a universidade pode ajudar a melhorar o ambiente empreendedor do país e as mudanças necessárias para viabilizar essas transformações.

Celeiro de excelência
Em dezembro do ano passado, o Governo de Goiás, por meio da Fapeg, lançou o Ceia, em parceria com a UFG, com o propósito de estimular a competitividade corporativa, envolvendo instituições públicas e empresas privadas, por meio do provimento de facilidades e soluções tecnológicas e inovadoras baseadas em Inteligência Artificial. O presidente da Fapeg explicou o Centro vai atuar como um hub que possa conectar a sociedade, o governo, a indústria e a academia para promover o fortalecimento do ecossistema de inovação do Estado e promover o desenvolvimento econômico e social com base no conhecimento.

“Nesta nova gestão da Fapeg, contamos com dois grandes objetivos nesta área: investir em centros de excelências para que Goiás seja reconhecido por ter grandes celeiros de excelência, e ao mesmo contar com uma estratégia para poder fazer a retenção de talento, a gente acredita que o talento é fundamental não só para a excelência acadêmica, mas também para essa excelência na questão empreendedora”. Segundo ele, o Ceia fará a articulação institucional envolvendo os três pilares: a educação, o governo e as empresas. “Estamos investindo na retenção de talentos e na estrutura do Ceia. Queremos atrair e reter no Estado de Goiás os pesquisadores e profissionais de alta competência”.

Robson Vieira ressaltou que o Ceia tem a missão de desenvolver projetos que dêem retorno para a sociedade no sentido de mostrar o que está sendo feito com o dinheiro público. O coordenador do Ceia adiantou dois projetos de grande relevância e que “são exemplos claros de soluções desenvolvidas para o cidadão goiano”. O primeiro que visa a correção automática e segura de redação com notas automatizadas. “O ENEM, para quem não sabe tem a missão de ser 100% digital até 2025. Nós estamos saindo na frente, estamos dentro do cronograma, e até o final deste mês vamos avaliar a execução, disponibilizando o projeto dentro do Estado, mas com possibilidade de ajudar em âmbito federal com uma solução tecnológica de IA desenvolvida aqui”.

O segundo projeto citado pelo professor foi o chat bot criado utilizando IA para pessoas que apresentam sintomas da Covid-19 com o objetivo de evitar que se desloquem sem a devida necessidade às unidades de saúde, dando a possibilidade para que a população tire suas dúvidas sem sair de casa. “Esse chat bot já evitou possíveis casos de contaminação com o paciente se deslocando para hospitais para sanar dúvidas, onde de fato poderiam contrair a doença”, disse Anderson Soares. Precisamos respeitar o recurso do contribuinte e apresentar soluções que cheguem a ponta e sejam capazes de melhorar a vida das pessoas”.

Em junho deste ano, o Ceia conquistou o credenciamento junto à Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) por meio de uma seleção pública nacional. O presidente da Fapeg ressaltou que Goiás passa a contar com duas unidades para atender a demanda empresarial por meio do fomento à pesquisa tecnológica (a Unidade Embrapii em Inteligência Artificial – Ceia/UFG e a Unidade de Tecnologias Agroindustriais, no polo do IF Goiano, em Rio Verde). Na parceria, a Embrapii financia até 1/3 do valor total dos projetos por meio de recursos não reembolsáveis e os 2/3 restantes dos recursos necessários para a execução da propostas devem ser negociados entre a empresa ou indústria que demandar o projeto e a unidade credenciada. Para o presidente da Fapeg “isso significa tirar o risco do projeto e a gente espera que as empresas goianas aproveitem essa possibilidade e usem o Centro de IA para gerar inovação sem burocracia”.

Para Anderson da Silva Soares, o credenciamento representa uma conquista para o Estado de Goiás e “vai ajudar na profissionalização da captação e gestão de projetos. Além disso, a subvenção econômica parcial habilita uma maior capacidade de negociação e impulsionamento dos projetos.”

O Ceia prepara a divulgação dos resultados alcançados desde a sua criação. “Posso adiantar que em vários aspectos avançamos em seis meses indicadores previstos para um ano. As metas que nos foram colocadas são ousadas e nos sentimos desafiados em cumpri-las integralmente. Mesmo em tempos difíceis, com várias empresas com dificuldades financeira em razão da pandemia, conseguimos avançar e intensificar as captações de recursos de outras fontes”, revela o coordenador do Ceia. Disse ainda que o Ceia está preparando o lançamento de uma chamada pública para pesquisador associado do Ceia. “Existe um conjunto de competência, existe demanda e queremos ampliar essa nossa capacidade de executar projetos”.

Assessoria de Comunicação da Fapeg

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