Pesquisa aponta que turistas sabem como preservar o Araguaia, mas na prática não cuidam do próprio lixo

Bombeiros Goiás
Foto: Bombeiros Goiás

Diversas famílias e amigos se reúnem nas praias do Rio Araguaia, principalmente neste mês de julho, para curtir as belezas naturais, pescar ou fazer atividades mais radicais. Mas com tanta movimentação de turistas, como está a preservação ambiental dessa região?

Segundo pesquisa que vem sendo realizada pelo professor Dr. Humberto Luís de Deus Inácio, da Faculdade de Educação Física e Dança da Universidade Federal de Goiás (UFG), os turistas no Araguaia têm consciência de como preservar o ambiente, mas na prática ainda há muito a se fazer.

A pesquisa
Por meio de fomento pela Chamada Pública 05/2012 – Fapeg Universal, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), o professor Humberto Inácio, que é líder do Grupo de Estudos e Pesquisas em Esporte, Lazer e Comunicação (Gepelc), acompanhado de alunos bolsistas, desenvolveu o projeto “Diagnóstico do comportamento e da consciência ambientais de frequentadores das praias do Rio Araguaia no entorno do município de Aruanã”. Dentro da pesquisa, a equipe aplicou um questionário a 336 turistas em julho do ano de 2013 e os resultados, segundo ele, tem indicado pontos de atenção no uso dos recursos da região.

A pesquisa identificou, por meio das respostas, que a maioria tem consciência do que se precisa fazer para preservar o meio ambiente daquela região, mas quando se analisa o comportamento do espaço utilizado por todos o que se vê são lixos, poluição e muitos ruídos.

“Há diferença entre informação e conhecimento. Tem-se muita informação sobre preservação ambiental, mas não se transforma essa informação em conhecimento e é isso que leva à mudança de atitude e de comportamento. É preciso ter o sentimento de pertencimento para se preservar”, explica Humberto.

Objetivo
O professor explica que o objetivo da pesquisa é de demonstrar o comportamento das pessoas e, consequentemente, mostrar a importância de se fazer um plano de ação tanto pelo governo quanto pelo terceiro setor, além de incentivar a educação ambiental. Humberto diz que a intenção não é encontrar culpados, mas sim focar na importância de se preservar a região, que é encontro de lazer e diversão para tanta gente.

“É preciso uma frente de proteção para que o Araguaia não caminhe para problemas maiores no futuro”, concluiu Humberto.

Assessoria de Comunicação Social da Fapeg

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